Tio Vânia

  • Duração: 120 minutos
  • Classificação Indicativa: 12
  • SESC Santana
  • de 10/05 a 16/06
  • Quinta a sábado às 20h. Domingo às 18h.

Grupo Tapa estreia Tio Vânia, de Anton Tchekhov, no Sesc Santana

Montagem marca os 45 anos de história do grupo, que chega com uma obra que transcende tempo e espaço. O espetáculo do final do século 19 toca em assuntos relacionados à ecologia, feminismo, disputa de terras e relações amorosas. Estão em cena Anna Cecília Junqueira, Brian Penido Ross, Bruno Barchesi, Camila Czerkes, Lilian Blanc, Walderez de Barros, Zécarlos Machado, JP Franco e Vera Espuny

Link de fotos: https://cannal.link/vaniaFotos

O Grupo TAPA completava 20 anos de estrada quando estreou Ivanov. Nas comemorações de 40 anos, foi a vez de montar O Jardim das Cerejeiras. Agora prestes a completar 45 anos de história em junho de 2024, o TAPA se debruça em mais um clássico de Anton Tchekhov (1860-1904). Com direção de Eduardo Tolentino de Araujo, Tio Vânia estreia no dia 10 de maio, sexta-feira, às 20h, no Sesc Santana. A tradução da peça ocorreu diretamente do russo pelo próprio diretor  e ganhará uma edição da Edusp na coleção Em Cena. A temporada vai até 16 de junho com sessões de quinta a sábado às 20h e domingo às 18h.

Anna Cecília Junqueira (Sônia), Brian Penido Ross (Tio Vânia), Bruno Barchesi (Astróv), Camila Czerkes (Helena), Lilian Blanc (Maria), Tato Fischer (Bexiga), Walderez de Barros (Marina/Babá), Zécarlos Machado (Serebriakov)

Escrita em 1896, a trama mostra o proprietário de terras, Ivan (Vânia); sua sobrinha Sônia e Astróv, o médico da família, e suas vidas desestabilizadas após chegada do célebre professor Serebriakóv, agora aposentado, e de sua jovem e bela esposa Helena. Polarizações ideológicas, contendas familiares, emancipação feminina, a hipocrisia da fidelidade conjugal se cruzam por fios invisíveis do texto que transcende seu tempo, espaço, além de uma reflexão sobre o meio ambiente,  que situa a obra de Tchekhov no aqui e agora.

“Todo mundo tem um Tio Vânia, que nas festas familiares diverte as crianças com truques e comentários escatológicos e aos adultos com piadas picantes que, ao subir do teor etílico, vão se tornando ácidas, até ficarem desagradáveis por colocar o dedo em feridas ocultas da família. Ser parente não é prerrogativa, ele é chamado de Tio pelos amigos do sobrinho. Sua condição inerente é ser tio. Ele é o homem comum, atolado em dívidas, exaurido pela mediocridade a sua volta, descrente da política e cansado dos discursos e teorias inexequíveis. Tio Vânia são os nossos vizinhos, ou melhor, nós mesmos, com nossas frustrações. Todo Tio Vânia tem um amigo para discutir, polemizar, divergir e com isso se manter vivo e cativar a atenção da plateia familiar”, salienta Tolentino.

O diretor ainda ressaltou os temas que circulam em torno da trama. “Entre as várias camadas, duas questões acabam girando entre os personagens: A terra como propriedade privada e a terra como propriedade da humanidade. A história gira em torno de uma família que briga pela posse da terra  e um personagem que reforça a questão do reflorestamento e esgotamentos dos rios. Em meio a isso, existem as relações amorosas que vão se misturando. São reflexões que dialogam em cheio com a atualidade que vivemos”.

Uma das marcas do dramaturgo é o equilíbrio entre os personagens, nenhum se sobrepõe ao outro, todos têm a mesma importância para atingir o resultado final da obra. Em cena, o Tapa une diversos atores de sua história como Anna Cecília Junqueira, Brian Penido Ross, Bruno Barchesi, Camila Czerkes e a participação especial de Zécarlos Machado que interpretou o personagem título Ivanov em 1998 na primeira incursão em Tchekhov do TAPA. O ator também foi o protagonista do recente Papa Highirte, de Oduvaldo Vianna Filho, papel que lhe rendeu a indicação de melhor ator no Prêmio Shell e ganhador do prêmio de atuação no Festival Internacional de Angra dos Reis.

Tio Vânia marca um reencontro presencial importante do grupo com Walderez de Barros após 30 anos. A última colaboração presencial com a atriz foi em Querô, Uma Reportagem Maldita, de Plínio Marcos, em 1993. Ambos estiveram juntos em As Portas da Noite, de Jacques Prévert, em uma versão digital durante a pandemia. O espetáculo também marca a volta de Lilian Blanc ao TAPA, local de sua estreia profissional nos anos 90.

Após o sucesso de A Gaivota, que definiu os rumos do Teatro De Arte de Moscou dirigido por Constantin Stanislavski, Tio Vânia foi escolhida para ser a produção sucessora. A montagem foi amadurecendo ao longo do tempo, e conquistou o público e a crítica, cada vez mais familiarizados com as inovações desta dramaturgia. O clássico ganhou adaptações ao redor do mundo, inclusive no cinema. Teve encenações russa ortodoxa, soviética, novaiorquina, pós-moderna, argentina, inclusive com direção de Daniel Veronese, além de algumas versões brasileiras.

O diretor Eduardo Tolentino  ressalta o legado do autor russo. “Existem três grandes movimentos do teatro, os gregos, os elisabetanos (Shakespeare) e os russos dos quais  Tchekhov é a sua mais completa tradução. Ele retratou o realismo burguês, inseriu elementos na dramaturgia, os textos são sonatas em quatro atos e os temas se cruzam como em um concerto e se estruturam praticamente em um romance, onde o que importa é o que está por trás do que é dito. Tchekhov é a quintessência do que existia de literatura, artes plásticas, teatro, música na Rússia durante o século 19. Ele escreveu teatro como ninguém tinha feito até então”.

FICHA TÉCNICA

Texto: Anton Tchekhov. Direção e tradução: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Anna Cecília Junqueira (Sônia), Brian Penido Ross (Tio Vânia), Bruno Barchesi (Astróv), Camila Czerkes (Helena), Tato Fischer (Bexiga), Lilian Blanc (Maria), Walderez de Barros (Marina/Babá), Zécarlos Machado (Serebriakov). Contrarregras: JP Franco e Vera Espuny. Desenho de luz: Wagner Pinto. Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi. Direção Musical e Trilha Sonora: Tato Fischer. Aderecista (mapas): Jorge Luiz Alves. Design Gráfico: Nando Medeiros. Fotos: Ronaldo Gutierrez.  Cenotécnico: Nilson Batista. Costureiras: Judith Lima e Ivete Dias. Operação de Luz: Ícaro Gerizani. Redes Sociais: Renato Fernandes. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção Executiva: Nando Medeiros, Marcela Donato e Rafaelly Vianna. Direção de Produção: Ariell Cannal.

SERVIÇO
Teatro Sesc Santana
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana, São Paulo – SP, 02085-100
De 10 de maio a 16 de junho. Quinta a sábado, às 20h. Domingo às 18h.
Feriado, quinta-feira, 30/05, às 18h.
Sessão extra, sexta-feira, 31 de maio, às 15h.
Capacidade: 330 lugares
Estacionamento no local. Ar Condicionado.
Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena).

Informações para imprensa:
Adriana Balsanelli
11 99245 4138
imprensa@adrianabalsanelli.com.br

Renato Fernandes
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renato.fernandesgon@gmail.com